Papéis da Eletrobrás podem ser negociados em Nova York ainda este ano

Os papéis da Eletrobrás podem ser negociados na Bolsa de Nova York ainda este ano. A empresa deve preparar até meados de setembro toda a documentação necessária para que a empresa tenha American Depositary Receipts (ADRs) em nível II, o que permitirá oferta pública dos papéis da estatal na bolsa novaiorquina.Os ADRs são certificados, emitido por bancos norte-americanos, que representam ações de uma empresa fora dos Estados Unidos. Desde 1995, a empresa só tinha ADRs em nível I, o que permitia negociação no mercado de balcão norte-americano, onde são negociadas ações de empresas não registradas na Bolsas de Valores de NY, e sem possibilidade de oferta pública. Segundo informou nesta segunda-feira o diretor financeiro da Eletrobrás, José Drummond Saraiva, em teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre, a documentação será encaminhada à Securities Exchange Commission (SEC), que funciona como xerife do mercado de capitais americano - assim como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. "Estaremos encaminhando toda a documentação para SEC no máximo até dia 15 de setembro, o que nos leva à expectativa de, efetivar o lançamento de registro em 2006 - o que nos possibilitará negociação de ADRs nível II na Bolsa de Nova York", disse. O executivo classificou como um "aspecto fundamental" para o investidor da Eletrobrás, saber as informações relacionadas à listagem de ADRs em nível II. Muitas empresas brasileiras têm suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque por meio desse tipo de papel. Com os ADRs, a empresa tem mais visibilidade no mercado internacional, e isso pode facilitar captação de recursos no exterior. DividendosNa teleconferência, o executivo também se mostrou confiante em uma solução, ainda este ano, a respeito do pagamento de dividendos retidos em exercícios anteriores. "A minha expectativa é que possamos apontar uma solução sobre esse ponto específico ainda em 2006. O assunto na Eletrobrás está bastante maduro", afirmou. Em evento anterior promovido pela empresa, em março deste ano, o diretor mencionou que esses dividendos somam cerca de R$ 6 bilhões, e são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic. O montante é originado de retenções de dividendos dos proprietários de ações ordinárias da companhia, que começaram a ocorrer no final dos anos 80.

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