Papéis de teles também despencaram

Ontem, o setor de telecomunicações despencou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Tele Leste Celular lideraram o movimento com perda de 9,52%, para R$ 1,52, depois de 249 negócios. Logo em seguida, vieram Tele Celular Sul PN, com perda de 5,61%, Embratel PN, com perda de 5,14%, Telemig Celular PN, com perda de 5,41%, Tele Nordeste Celular PN, com perda de 3,71% e Brasil Telecom Participações PN, com perda de 4,74%. Influenciado pelo desempenho das teles, o Índice Bovespa recuou 3,59%. Os analistas de telecomunicação não vêem outro motivo para a expressiva queda das ações do setor hoje a não ser realização de lucros. O analista Jair Santiago, do Banco Brascan, disse que os papéis das teles estão acompanhando o movimento do Ibovespa, que fechou com queda de 3,59% hoje. A perda de algumas teles, no entanto, foi maior que a da Bolsa. Para operadores, a Bolsa caiu influenciada pelo temor de recessão nos Estados Unidos e pelo racha da base do governo na sucessão da Câmara dos Deputados. Segundo um analista, a perspectiva de fracasso para o leilão do Serviço Móvel Pessoal (SMP) também pode estar contribuindo para a onda de queda das ações de telefonia. A falta de interessados na banda C beneficia as atuais empresas celulares, que ficam sozinhas no mercado, mas, segundo operadores, enfraquece o governo e gera especulações sobre eventuais mudanças de regras no setor. Além disso, dizem os analistas, a falta de concorrentes mostra que os estrangeiros estão menos atraídos pelo setor de telecomunicação do Brasil do que esperava o governo.

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