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Papel do Brasil no FMI vai melhorar, diz Strauss-Kahn

Futuro diretor-gerente quer mais atenção a pobres e emergentes, para dar ''''mais legitimidade'''' ao Fundo

O Estadao de S.Paulo

02 de outubro de 2007 | 00h00

O futuro diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, defendeu ontem maior atenção aos países emergentes e pobres. Segundo ele, o objetivo é dar mais legitimidade a uma instituição que deve se adaptar às novas crises financeiras, e o papel de países como Brasil e México no órgão ''''deve melhorar''''.''''O Fundo tem de ser mais relevante e mais legítimo'''', afirmou Strauss-Kahn em Paris em sua primeira entrevista coletiva após ter sido designado para suceder no comando do FMI o espanhol Rodrigo de Rato a partir de 1º de novembro.O futuro diretor-gerente comentou que o órgão deve ''''se adaptar aos problemas atuais'''', e fez menção à rápida difusão internacional da crise hipotecária nos Estados Unidos, assim como à idéia de que é necessário ''''mais multilateralismo'''', ao abordar questões como a cotação do iene e suas implicações sobre o equilíbrio financeiro.O ex-ministro socialista francês homenageou Rato por tudo o que está fazendo para modificar o peso dos países membros no âmbito do FMI e desejou ''''a maior sorte possível'''' em suas últimas negociações no Fundo. Ele ressaltou que um de seus objetivos é de que os países emergentes ''''tenham mais voz e mais representatividade''''.Strauss-Kahn justificou seu posicionamento com uma eventual falta de legitimidade do FMI na América Latina, onde ''''há muita desconfiança'''' em relação à instituição. Segundo ele, essa atitude ''''não é injustificada'''' diante das intervenções consideradas ''''muito duras'''' na região, como ao longo da última crise argentina.Após lembrar que sua candidatura tinha recebido o apoio dos latino-americanos, o futuro diretor-gerente do FMI disse que a voz de países como Brasil e México ''''deve melhorar'''' no órgão. Mas isso só ocorrerá se os europeus e a Rússia cederem ''''um pouco em suas cotas'''', acrescentou.O ex-ministro francês advertiu que o projeto não implica mudanças significativas, já que no caso do Brasil, que responde por 1,4% da composição acionária dos integrantes do Fundo, por exemplo, tal número poderia aumentar em dois, três ou quatro décimos apenas.''''É preciso ir além da reforma de cotas'''', declarou. Ele revelou que sua proposta para a tomada de decisões importantes é estabelecer um sistema de maioria dupla que por um lado leve em conta o peso relativo dos países na organização e por outro o número de Estados.Strauss-Kahn antecipou que sua primeira prioridade é buscar acordos com o Banco Mundial para coordenar suas ações. Em seguida, vêm a aproximação com a América Latina e o estreitamento de relações com a Ásia.O futuro diretor-gerente do FMI expressou confiança nas perspectivas econômicas mundiais, por acreditar que as bases do crescimento ''''são agora sólidas'''' e o impacto da crise nos EUA não deve ser ''''dramático''''. Por essas razões, ele espera um ritmo de crescimento ''''muito bom'''' em 2008.FRASES Dominique Strauss-KahnFuturo diretor-gerente do FMI''''O Fundo tem de ser mais relevante e mais legítimo''''''''O FMI deve se adaptar aos problemas atuais''''''''Os países emergentes devem ter mais voz e mais representatividade no FMI''''''''É preciso ir além da reforma de cotas''''

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