Para 14 milhões de brasileiros, feriado não passa

Na véspera do dia do Trabalho, brasileiros veem desemprego subir e, de acordo com especialista, a taxa ainda deve piorar antes de melhorar

Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2017 | 05h00

Na véspera do feriado de 1.º de maio, Dia do Trabalho, cada vez mais brasileiros têm pouco a comemorar. No trimestre encerrado em março, o País ficou com 14,2 milhões de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na última sexta-feira. Por traz dos números, cada trabalhador em busca de recolocação tem sua história para sobreviver à crise.

Há do imigrante que viu sua chance de mudar de vida no Brasil ir embora nos últimos anos a quem precisa buscar o primeiro emprego quando as vagas sumiram.

Quase 20% dos que não têm ocupação procuram emprego há mais de dois anos, segundo os dados mais recentes de busca de vagas da Pnad Contínua, encerrada no último trimestre do ano passado. Em um cenário em que o número de desempregados só aumenta, mais da metade está procurando trabalho há até um ano.

“Mesmo depois que o País começar a retomar a atividade, vai demorar para o emprego voltar a crescer”, diz Hélio Zylberstajn, professor sênior da USP. “Uma maneira de acelerar a criação de vagas seria o governo destravar a área de concessões de infraestrutura. O resumo dessa história é que o desemprego ainda deve crescer antes de começar a cair.”

Veja abaixo algumas dessas histórias:

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