Para 50% da indústria, cenário piorou no 4º trimestre

Quase metade dos segmentos que formam o setor industrial brasileiro sinalizaram uma expectativa de piora de cenário no último trimestre de 2009, de acordo com uma nova pesquisa da Serasa Experian, a de Avaliação Setorial, lançada hoje. O setor foi o mais prejudicado pela crise iniciada no final de 2008.

AE, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2010 | 14h38

A pesquisa sinaliza tendências (de melhora, piora e estabilidade) em quatro setores da economia: primário, comércio, indústria e serviços, divididos em 98 segmentos. No caso da indústria, dos cinquenta e quatro segmentos analisados pela equipe de análise setorial da Serasa Experian, vinte e cinco viram piora de cenário, devido sobretudo à retração das exportações, aos elevados estoques e às condições de crédito menos favoráveis para pessoas jurídicas. Esses fatores mantiveram o índice de produção industrial de 2009 inferior ao de 2008. Vinte e um setores industriais mantiveram estabilidade, e oito melhora na avaliação.

Na atividade primária, a agropecuária, formada por treze segmentos, cinco registraram piora de conceito; seis, estabilidade; e dois, melhora. O cenário manteve-se negativo com a queda dos preços externos e da demanda internacional, avaliou a Serasa.

No grupo do comércio, com seis setores, três apresentaram melhora de conceito - supermercados, distribuidoras de combustíveis e concessionárias de veículos leves - e três estabilidade. Apesar da crise financeira internacional, a atividade do comércio foi uma das menos prejudicadas, uma vez que as vendas cresceram influenciadas pelo aumento da renda, maior volume de crédito concedido, redução das taxas de juros e ampliação dos prazos de pagamentos.

Dos vinte e cinco segmentos analisados e integrantes da atividade de serviços, quinze registraram estabilidade; cinco, piora; e cinco, melhora. O desempenho, segundo a Serasa, foi influenciado pela ampliação da renda e do emprego e pela maior disponibilidade de crédito às pessoas físicas. No cômputo geral, dos 98 segmentos analisados, 45 tinham expectativa de estabilidade, 35 de piora e 18 de melhora.

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