Para 52%, ação do governo na crise foi ótima/boa, diz CNI/Ibope

Segundo a pesquisa, 20% dos entrevistados acha que a crise é muito grave, índice que era de 26% em junho

Fabio Graner, da Agência Estado,

22 de setembro de 2009 | 13h42

A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, 22, constatou que, para 52% dos entrevistados, a atuação do governo no combate à crise foi ótima e boa, porcentual inferior ao registrado no levantamento de junho, de 61%. Para 33%, a ação do governo foi regular (25% em junho) e, para 9%, ruim/péssima (6% antes).

 

Veja também:

especialUm ano após auge da crise, economia se recupera

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialDicionário da crise 

especialComo o mundo reage à crise

 

De acordo com a pesquisa, também diminuiu a percepção sobre a gravidade da crise econômica. Para 20% dos entrevistados, a crise é muito grave, índice que era de 26% em junho e de 37% em março deste ano. Para 51%, a crise é grave, ante 52% em junho e 46% em março. Outros 19% avaliam como pouco grave a crise (13% em junho e 9% em março). Para 4%, a crise é nada grave (3% em junho e 2% em março).

 

O Ibope também perguntou sobre o impacto da crise na economia e 27% das pessoas ouvidas disseram que a economia será muito prejudicada. Esse indicador era de 30% em junho e de 40% em março. Dos entrevistados, 51% disseram que a economia será pouco prejudicada pela crise (53% em junho e 44% em março). Para outros 16%, a economia não será prejudicada, ante 11% em junho e 9% em março.

 

A CNI/Ibope ainda tentou captar os impactos da crise nos hábitos de consumo. Disseram que a crise não alterou e nem causará alterações nos hábitos de consumo 52% dos entrevistados (53% em junho e 45% em março). Segundo o levantamento, 18% disseram que a crise ainda não alterou os hábitos de consumo, mas que deve alterar (16% em junho e 21% em março). Outros 25% disseram que a crise já mudou os hábitos de consumo ou de planejamento financeiro (ante 26% em junho e 30% em março).

 

Segundo a pesquisa, 34% dos entrevistados acham que a crise vai acabar em 2010, porcentual que era de 33% em junho. Para 29%, a crise vai acabar depois de 2010 (20% achavam isso em junho). Outros 13% avaliam que isso vai ocorrer no segundo semestre de 2009 (21% em junho). Onze por cento disseram não ter previsão de quando ela será superada (12% em junho) e 2% acreditam que ela já foi superada (ninguém disse isso em junho).

 

Inflação

 

As expectativas econômicas para os próximos seis meses melhoraram, de acordo com a pesquisa. Segundo o levantamento, houve queda nas expectativas de alta da inflação. Para 9%, os preços vão aumentar muito (ante 10% na pesquisa anterior) e para 36%, a inflação vai aumentar (41% antes). Disseram ainda que a inflação não vai mudar 37% (32% antes) e que vai diminuir 11% (estável). Outros 1% disseram que a inflação vai diminuir muito (antes o índice era zero).

 

Também melhoraram as expectativas em relação ao desemprego. O índice de pessoas que disseram que o desemprego vai aumentar muito nos próximos seis meses caiu de 12% para 8%. Para 32%, o desemprego vai aumentar (41% na anterior), para 30%, não vai mudar (24% antes). Para 24% o desemprego vai diminuir (20% antes). Ficou estável em 1% o porcentual dos que disseram que o indicador vai diminuir muito. Outro indicador econômico que conta com melhores expectativas para os próximos seis meses foi renda. Para 5% dos entrevistados, a renda vai aumentar muito (4% antes). Para 33%, a renda vai aumentar (31% antes) e para 49% a renda não sofrerá mudanças (ante 46% anteriormente). Para 8, a renda vai diminuir (12% antes) e para 1% vai diminuir muito (mesmo porcentual da pesquisa anterior.

Tudo o que sabemos sobre:
crisegovernoCNIIbope

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.