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Para a Fitch, acordo da Petrobrás nos EUA reduz risco de litigância

A agência de classificação de risco avalia ainda que, caso seja aprovada, a proposta representa crédito neutro para a companhia

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2018 | 18h09

A agência de classificação de risco Fitch afirmou nesta quinta-feira, 4, que o acordo proposto pela Petrobrás na quarta-feira, 3, para encerrar a ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos reduz o risco de uma batalha judicial.

"A Petrobrás continua fazendo parte das investigações da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA) e do Departamento de Justiça relacionadas ao escândalo de corrupção da Lava Jato, o que reduz o risco de litigância e pode resultar em multas", afirmou a Fitch.

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Além disso, a agência de classificação de risco avalia que a proposta representa crédito neutro para a companhia, caso seja aprovada.

"O pagamento de US$ 2,95 bilhões pode ser coberto com dinheiro em caixa e o impacto na alavancagem e no fluxo de caixa é manejável", diz a Fitch em relatório.

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Para a agência, o pagamento dessa multa pode pressionar o fluxo de caixa livre (FCF) a entrar marginalmente em território negativo.

A nota de crédito dada pela Fitch à petroleira é atualmente BB-, abaixo do grau de investimento.

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Apresentado na última quarta-feira, o acordo proposto pela Petrobrás é constituído pelo pagamento de US$ 2,95 bilhões em três parcelas, sendo duas de US$ 983 milhões e a última de US$ 984 milhões. O trato será submetido à apreciação do juiz da Corte Federal de Nova York.

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