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Para a Fitch, alta dos imóveis nos EUA está rápida demais em algumas áreas

Agência afirma que os recentes aumentos no preço das moradias podem estancar ou reverter em vários locais do país

Álvaro Campos, da Agência Estado,

28 de maio de 2013 | 15h57

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch divulgou um relatório no qual afirma que a recuperação do setor imobiliário nos EUA pode estar rápida de mais em algumas regiões. "A Fitch acredita que as recentes altas nos preços de moradias registradas em vários mercados residenciais estão superando as melhoras nos fundamentos e podem estancar ou possivelmente se reverter. Muitas dessas áreas estão na Califórnia, que tem visto aumentos nos preços de 13% no último ano", diz o estudo.

Hoje a S&P/Case-Shiller divulgou que os preços de moradias nas 20 maiores regiões metropolitanas dos EUA tiveram alta anual de 10,9% em março, o maior ganho desde 2006. Na semana passada, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas de moradias novas subiram 2,3% em abril, na comparação com março, para a média anualizada de 454 mil unidades, o segundo maior volume desde julho de 2008. A mediana do preço de moradias novas em abril foi de US$ 271,6 mil, um aumento de 14,9% em relação a um ano antes e o maior nível desde o início da pesquisa, em janeiro de 1963.

A Fitch afirma que em muitas regiões os fundamentos econômicos estão melhorando, com a queda na taxa de desemprego e as baixas taxas de juros. Entretanto, especialmente em cidades que não chegaram a resolver completamente a bolha imobiliária de meados dos anos 2000, o rápido aumento nos preços é motivo de preocupação. Um exemplo é Los Angels, onde os preços registram alta anual de 10%, apesar do desemprego acima de 10% e da queda na renda real das famílias nos últimos dois anos.

"Vários fatores estão se combinando para formar um ambiente para a forte alta nos preços das moradias, mas poucos são capazes de fornecer um suporte de longo prazo para manter o ritmo recente de melhora. Primeiro, a oferta limitada e o aumento na demanda estão elevando os preços, mas a demanda está artificialmente alta, com os compradores fora do mercado, esperando os preços se estabilizarem. Nós acreditamos que esse nível de demanda deve diminuir após a demanda reprimida ser atendida", diz o estudo da Fitch.

A oferta também está artificialmente baixa, "com regulamentações recentes limitando o ritmo das execuções de hipotecas e um grande número de mutuários endividados esperando que os preços subam para vender suas casas e obter lucros". As informações são da Dow Jones.

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