Para Abit, pessimismo na economia é exagerado

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Antonio Skaf, afirmou que o atual pessimismo em torno da economia brasileira, com dólar a R$ 3,015 e risco país em 1.968 pontos, está exagerado. "Esse pessimismo é o que vai agravar o problema, cria uma onda negativa, de insegurança dos agentes internacionais e aqui dentro também. A piora justifica mais piora", disse. Segundo ele, o Brasil está "sofrendo o eco" da situação na Argentina, no Uruguai, das agências classificadoras de risco (que estão, segundo ele, exagerando na dose) e de "gente que gosta de falar demais". Ele não revelou a quem se referia. "Estão brincando com coisa séria", disse. Para ele, o dólar deveria estar a R$ 2,60. "Precisamos pensar num dólar bom para o Brasil, não para o exportador apenas", disse. Skaf descartou repasse imediato do aumento dos custos para os produtos finais, principalmente os de confecção e vestuário, que influem na inflação. "O setor é muito competitivo e a demanda também está fraca. Então, não há como repassar", disse. Skaf descartou também demissões no curto prazo. "Até maio, o setor abriu 15 mil vagas ante 2001", disse. O setor têxtil tem cerca de 1,4 milhão de trabalhadores.

Agencia Estado,

26 de julho de 2002 | 19h32

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