Para Aécio, administração da pobreza faz bem ao projeto do PT

Candidato do PSDB à presidência diz que o governo do PT não 'ousou em novas políticas de superação da pobreza'

Débora Bergamasco, enviada especial a Itabuna, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2014 | 17h10

 O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) comentou os dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e afirmou que "a administração da pobreza faz bem ao projeto do PT". Ele falou ao Estado após um ato eleitoral em Itabuna, no interior da Bahia.

O tucano afirmou que, apesar do aumento de 5% da renda média do trabalhador brasileiro, esse número, de R$ 1.681, ainda é muito baixo. "É fundamental aumentar empregos de qualidade. Por que o Brasil ainda está com uma média salarial ainda tão baixa? Porque estamos virando o País do pleno emprego de dois salários mínimos. O PT comemora isso como se fosse uma grande proeza. Esses empregos são importantes, mas é essencial que nós encontremos formas de dar competitividade ao setor industrial, que é onde estão os empregos de qualidade."

O candidato, porém, afirmou que não terá em seu eventual governo uma meta específica de aumento do ganho salarial. "Não estamos colocando metas. Mas o Pnad sinaliza aquilo que já estamos avisando há muito tempo: paramos de diminuir as desigualdades. A lógica do PT sempre foi a administração da pobreza, eles não ousaram em novas políticas de superação da pobreza, não resolveram intervir no cadastro único do Bolsa Família, por exemplo, para ver que além da carência financeira há outras carências. O PT contenta-se com a administração da pobreza porque isso faz bem ao seu projeto", avaliou. E finalizou: "Paramos de melhorar e esse é o primeiro passo para começar a piorar." 

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