Para aeronautas, demissões na Webjet são 'eticamente ilegais'

Sindicato considera que situação desrespeita acordo firmado com o governo e o Cade e irá à Justiça

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

23 de novembro de 2012 | 19h02

SÃO PAULO - O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Fochesato, disse que as demissões anunciadas nesta sexta-feira, 23, pela Gol por conta do fechamento da Webjet desrespeitam acordo firmado com o governo federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo ele, a manutenção dos empregos é a contrapartida das companhias para o governo desonerar a folha de pagamentos no setor aéreo. Além disso, na aprovação do Cade da compra pela Gol estava prevista incorporação de trabalhadores da Webjet pela nova controladora.

"Do ponto de vista legal a Gol pode demitir porque a Webjet acabou, mas eticamente não. A empresa desrespeitou o governo e o Cade", disse. "Foi uma demissão covarde." A Gol anunciou hoje o fim da Webjet e o desligamento de aproximadamente 850 colaboradores, entre tripulação técnica, tripulação comercial e de manutenção de aeronaves.

Fochesato disse que o sindicato vai questionar o corte de funcionários na Justiça. "Vamos questionar juridicamente, porque não cumpriu acordo do Cade", protestou. O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, afirmou hoje que o Ministério Público do Trabalho (MPT) estuda a possibilidade de intervir no caso.

O representante dos aeronautas contou também que o sindicato pediu uma audiência com a Presidência da República e que vai se reunir com a Comissão de Infraestrutura de Aviação Civil do Senado na terça-feira, pela manhã.

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