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Para agência, mercado exagera no risco Brasil

A diretora da agência de classificação de risco Standard&Poor´s no Brasil, Regina Nunes, não endossa a percepção de risco atual do mercado para o Brasil. "O rating da S&P é incompatível com a precificação do mercado", disse, ponderando que a agência e o mercado têm percepções diferentes há quase um ano. "Quem precificou o Brasil com uma inadimplência futura em doze meses não foi a S&P. Foi o mercado", disse.A partir de "sinais positivos" que venham a ser dados pelo novo governo, como a aprovação das reformas, Regina acredita que o "pessimismo exagerado" passará, sendo diluído com o tempo. De acordo com ela, o Brasil retomaria uma "situação mais consistente" com os fundamentos macroeconômicos que tem atualmente.A Standard&Poor´s tem expectativa de que o governo PT consiga aprovar ainda no primeiro semestre de 2003 a reforma tributária, admitindo maiores dificuldades para a reforma da Previdência. Segundo Regina, já há um certo consenso em torno da reforma tributária, faltando um acordo entre os envolvidos.Por não ter feito a reforma tributária, o governo Fernando Henrique Cardoso, que tinha uma coalizão política no Congresso, perdeu em credibilidade. "Hoje temos menos espaço para esperar do que tinha no passado", disse Regina, sobre a pressa do mercado em aprovar as reformas.A diretora da S&P acha exagerada a avaliação de insolvência de muitas empresas brasileiras. Neste momento, há empresas com mais problemas do que outras, discordando de análises que igualam todas com algum tipo de dificuldade de honrar as obrigações. Segundo ela, muitas empresas enfrentariam problemas, independentemente da dificuldade de novos financiamentos, porque já tinham deficiências. Outras sofrem com a baixa liquidez do mercado internacional, associada às dificuldades brasileiras.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 18h59

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