Para Alckmin, SP pode ser derrotado na reforma tributária

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu que o Estado pode ser derrotado na luta em favor da unificação da legislação do ICMS e na redução do número de alíquotas do imposto, na proposta de reforma tributária. Está praticamente acertado, no Senado, que esses pontos ficarão para uma segunda fase da reforma, ao contrário do que queriam os governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Mesmo assim, Alckmin disse que vai apoiar a reforma tributária. "No que pudermos ajudar, vamos ajudar. A reforma tributária não pode ser objeto de luta política", observou o governador, pouco antes de deixar a Câmara, onde entregou ao presidente da Casa, João Paulo Cunha, a proposta de reformulação do Estatuto da Criança. O governador disse que vai trabalhar para manter a proposta de unificação do ICMS nesta primeira fase da reforma. "Mas se chegar na hora ´h´ e não tiver jeito, paciência. O importante é seguir buscando o aperfeiçoamento do modelo tributário". O governador reconhece que a manutenção do equilíbrio fiscal é "importantíssima" e disse que a reforma tributária tem duas partes: a fiscal e a de aperfeiçoamento do sistema tributário. "O equilíbrio das contas é fundamental, mas não é reforma tributária".

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