Para Alencar, juros reais deveriam ser de 3%

O vice-presidente da República, José Alencar, defendeu mais uma vez, hoje, a redução da taxa Selic. Para ele, a taxa deveria ser, no máximo de 3% reais. A Selic hoje é 19% nominais. "A queda de juros é que irá nos levar a uma retomada mais consistente dos investimentos no Brasil", disse Alencar, na audiência pública sobre a condução da política externa, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Ele admite, no entanto, que a redução dos juros deve ser apreciada com calma. "Temos que denunciar. Todos os brasileiros têm de ficar conscientes de que a taxa básica de juros que nós pagamos está muito acima dos outros países", afirmou. Segundo ele, se comparada a uma lista de 20 países no mundo, a taxa Selic no Brasil é 10 vezes superior às que são cobradas lá fora. "Pagamos taxa real 10 vezes superior. Vamos pagar três vezes superior. A taxa básica Selic tem de ser 3% reais", defendeu Alencar, que acredita que mesmo assim a taxa estaria ainda acima de muitos países. "É preciso que a gente fale, porque precisa cair", disse Alencar, para quem o principal fator de envelhecimento é a angústia de um sentimento não liberado. Com relação à Alca, o vice-presidente disse que a rigor o grande mercado está na América do Norte. "Temos condições de competir na Alca, desde que a negociação seja inteligente". Ele disse ainda que o Brasil tem de acordar para os mercados internacionais que estão se abrindo. Para Alencar é natural que o País chegue à Alca. Ele reafirmou a disposição do governo de ampliar as exportações com a Rússia, China, África do Sul e Índia, além, de outros países, diversificando o comércio.

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