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Para Amaral, integração das Américas é inevitável

O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, reconheceu nesta quinta-feira que o Brasil está preocupado com os resultados das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que, se concluídas com sucesso, deverá entrar em vigor em janeiro de 2006. "É difícil prever quais serão esses resultados. O desejável é que sejam equilibrados", disse ao responder uma questão levantada durante o painel "Que horizonte seguir: Alca, União Européia ou Doha (OMC)", na primeira cúpula empresarial latino-americana, do Fórum Econômico Mundial, no Rio.Para o ministro, a integração nas Américas está "nas cartas", termo inglês que pode ser interpretado como "está em jogo e vai acontecer". "Estamos preocupados com o resultado", repetiu o ministro, depois de explicar que, na Alca, algumas questões-chave, como o apoio doméstico à agricultura e às leis anti-dumping não entrarão nas negociações. "Como negociar então se precisamos esperar o resultado desses temas nas negociações que estão sendo feitas na OMC? ", questionou.Amaral lembrou à platéia de cerca de 400 participantes da cúpula que o Brasil vai negociar de forma construtiva porque é uma economia aberta, talvez mais aberta do que a norte-americana e a européia, principalmente quando se trata de produtos exportáveis desses dois mercados. "Não temos barreiras tarifárias nem não-tarifárias. A alíquota média de importação no Brasil é de 12% e a máxima de 35%, quando os EUA e a Europa praticam tarifas bem acima disso", afirmou. Segundo ele, "não há razão pela qual não devamos entrar nas negociações comerciais".Durante o painel, o congressista republicano do Arizona (EUA) Jim Kolbe declarou que os EUA não podem andar sozinhos nas negociações - os EUA e o Brasil são hoje co-presidentes da Alca. "O Brasil precisa abraçar a Alca, caso contrário buscaremos outras alternativas", disse. Ele concordou que os países precisam reduzir os subsídios à agricultura, porém isso deve ser discutido na Organização Mundial do Comércio (OMC), uma vez que os europeus também precisam fazer isso. "Senão, não teremos sucesso nas negociações", disse.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 20h32

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