Rafael Arbex/Estadão
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Para amenizar crise, brasileiro recorre a cosméticos e vendas sobem 6% em um ano

Fenômeno conhecido como 'Índice Batom' foi inventado nos EUA em meados de 2000; segundo economista, em momentos de recessão, o consumo por esses produtos tende a crescer

Maria Regina Silva, O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2015 | 12h10

SÃO PAULO - O crescimento nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, em julho ante o mesmo mês de 2014 veio na contramão dos demais segmentos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do sétimo mês do ano e foi considerado um fato "curioso" para o economista Helcio Takeda, da Pezco Microanalysis. Segundo ele, o movimento pode estar relacionado ao conceito conhecido como 'Índice Batom'.

"O segmento vem registrando variação positiva ao longo do ano na comparação interanual e sugere a história do índice", sugeriu. Em 12 meses até julho, a categoria acumula taxa positiva de 6,1%.

De acordo com o economista, o aumento nas vendas em farmácias e perfumaria indica que os brasileiros podem estar direcionando um pouco da renda para itens de beleza, numa tentativa de amainar os efeitos desfavoráveis da crise. "Em momentos de recessão, o consumo por esses produtos tende a crescer, com o consumidor gastando parte do seu rendimento para itens que o façam bem e estimulem a autoconfiança, sem comprometer o orçamento", avaliou.

O Índice Batom, sinônimo de aumento de vendas, teria sido criado em meados de 2000 pelo presidente da empresa de cosméticos norte-americana Estée Lauder, Leonard Lauder. Na ocasião, o empresário queria entender o porquê das vendas de sua marca crescerem em plena deterioração da atividade econômica. 

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