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Para Amorim, Estados Unidos continuam imóveis em Doha

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos continuam imóveis em relação à mudança na sua política de subsídios aos agropecuaristas nas negociações consideradascruciais para a Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Assim se mantiveram na reunião do G-6 (grupo dos seis mais influentes parceiros da OMC), que estendeu-se até as 23 horas de da última quinta-feira, e no encontro do Green Room (o grupo de 30 países que, nas rodadas anteriores, amarrou o acordo final), que ocorreu na manhã desta sexta. Nesses encontros, a União Européia apresentou sua disposição de aproximar sua proposta de abertura de mercado agrícola à do G-20, o grupo de economias em desenvolvimento liderado pelo Brasil e a Índia. Entretanto, os europeus omitiram uma parte importante dessa oferta, que diz respeito aos produtos agrícolas sensíveis e que, portanto receberão tratamento diferenciado. Embora pouco otimista, Amorim mantém alguma expectativa de ver a União Européia detalhar esse ponto na nova reunião do G-6, que será realizada na tarde desta sexta. O encontro foi convocado pelos Estados Unidos, o que sugeriu ao chanceler a possibilidade de os negociadores americanos pretenderem explorar até onde os europeus estão dispostos a chegar na questão de acesso a mercado agrícola para, depois, apresentarem sua oferta de corte nos subsídios domésticos. "A reunião do G-6 desta tarde será importante. Mas seria um excesso de otimismo achar que isso vai dar um resultado já. Pode ser que ajude um pouquinho", afirmou. O único dado positivo das reuniões de hoje, segundo Amorim, foi a declaração da representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, de que a posição americana não será a de "pegar ou largar", em uma indicação de que está disposta a negociar.

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