Para Amorim, negociações da Alca poderão avançar rapidamente

O ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim disse, nesta quinta-feira, acreditar que se as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) forem recomeçadas a partir do que já tinha sido acertado em Miami, "poderemos avançar rapidamente". Ele informou que vai telefonar aos secretários americanos de comércio, Roberto Zoellick e o de Estado, Colin Powell, para cumprimentá-los pela vitória do partido republicano e pela reeleição do presidente George W. Bush. O ministro considera que o período pré-eleitoral nos Estados Unidos não favoreceu a que se chegasse a um acordo sobre os detalhes da Alca. "Mas não foi só isso", ressalvou. Segundo Amorim, as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) concentraram as atenções não só do Brasil mas também dos Estados Unidos. Amorim frisou que a prioridade para o Brasil é a OMC, porque é só nesse âmbito que podem ser resolvidas as grandes preocupações do Brasil no comércio internacional: a eliminação de subsídios e das grandes distorções comerciais. De acordo com ele, só na OMC o Brasil poderia ter obtido as vitórias que teve em casos como o do algodão, contra os Estados Unidos, e do açúcar, contra a União Européia. Amorim afirmou também que, se o Mercosul tivesse fechado o acordo com a Comunidade Andina de Nações há três ou quatro anos e tivesse negociado um acordo com o Sistema de Integração Centro-americano (SICA) naquela época, haveria condições de ter uma posição comum dos latino-americanos frente à Alca, o que ajudaria muito o Brasil.

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