Para analista, País deve gerar até 1,6 milhão de vagas

O resultado líquido de geração de empregos em outubro com carteira assinada, excluindo os fatores sazonais, atingiu 63 mil vagas, o que caracteriza uma queda "um pouco mais acentuada" da geração de postos de trabalho, especialmente os da área industrial, diz a economista-chefe da Rosenberg e Associados, Thaís Zara.

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2011 | 03h07

"Ainda não é possível avaliar se essa retração é uma tendência, pois desde abril a criação líquida de postos de trabalho está abaixo de dois milhões, no acumulado em 12 meses", comentou Thaís. Segundo ela, o estoque de geração de empregos, num horizonte de um ano, baixou de 1,74 milhão em setembro para 1,66 milhão no mês passado. "E esse indicador deve fechar o ano entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de vagas, abaixo dos 2 milhões mencionados pelo Ministério do Trabalho", afirmou.

A estagnação da produção, que ocorre a pouco mais de um ano, foi responsável por um fechamento liquido de 18,4 mil vagas em outubro, retirados os elementos sazonais, abaixo da redução de 14,7 mil em setembro. O forte volume de importações de manufaturados, num contexto de crise internacional e valorização do câmbio, sobretudo de janeiro a julho, é um dos principais elementos que explicam a fraqueza da atividade das fábricas no Brasil, avaliou./RICARDO LEOPOLDO

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