Para analistas do EUA, BC foi conservador na queda do juros

Apesar da decisão do Banco Central de reduzir os juros de 26% para 24,5% ao ano ser esperada pela maioria dos analistas do mercado financeiro norte-americano, alguns deles consideraram que o Copom foi conservador por causa do seguidos índices de deflação. "O Banco Central preferiu adotar uma postura mais conservadora, embora a tendência recente de deflação tem se mostrado bastante forte", afirmou o diretor de pesquisa e estratégia para mercados emergentes do Barclays Capital, José Barrionuevo. Para ele, "o governo quer colocar alguma pressão política para a aprovação das reformas no Congresso antes de fazer movimentos mais agressivos em relação às taxas de juros". O economista-chefe para América Latina do banco WestLB, John Welch, acredita que "há ainda espaço na política monetária para maior redução dos juros". Ele projeta uma taxa Selic de 20,5% ao ano no final deste ano. Para agosto, Welch aposta num novo corte de 1,5 ponto percentual. "A inflação está num curso esperado, por isso o Copom foi conservador na decisão de hoje", disse Welch. Para o analista de risco soberano para Brasil da agência de rating Moody´s Investors Service, Luis Ernesto Martinez-Alas, a redução de hoje dos juros e a perspectiva de futuros cortes neste ano terão um impacto positivo sobre a relação dívida/PIB. "Será melhor para a economia a redução das taxas de juros, mas o nível dos juros ou o ritmo pelo qual a taxa Selic seja reduzida não deverão ter implicações diretas sobre o rating soberano do Brasil", afirmou.

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