Para analistas, edital do 4G veio dentro do esperado

Expectativa é que as quatro grandes teles participem, mas ofertas não devem superar muito o valor mínimo

O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2014 | 02h04

O edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o leilão do 4G na frequência de 700 MHz veio conforme o esperado pelo mercado. Segundo analistas, o preço mínimo para as ofertas está em linha com as expectativas mais altas - o valor mínimo a ser desembolsado será de R$ 11,86 bilhões e deve garantir que as quatro grandes operadoras (Claro, Vivo, Oi e TIM) apresentem propostas para os primeiros lotes disponíveis. Na ausência de surpresas, a perspectiva é neutra para o leilão. O evento não deve afetar os papéis das companhias.

Na avaliação das quatro corretoras e bancos consultados - Ativa Corretora, BofA Merrill Lynch, Brasil Plural e BTG Pactual -, a participação no leilão da frequência de 700 MHz é estratégica e fundamental para as operadoras. As empresas já esperavam as obrigações adicionais relacionadas à transferência da TV analógica, que devem gerar custo de R$ 3,6 bilhões.

Segundo análise do BTG Pactual, sem contar estas obrigações, o custo mínimo de R$ 8,3 bilhões faz com que o preço por MHz fique em R$ 105 milhões, cinco vezes mais do que o MHz pago no leilão da faixa de 2,5 GHz, em 2012. "O preço mais alto se justifica pela vantagem estratégica da frequência de 700 MHz", avalia o banco.

Mínimo. O valor oferecido pelas companhias deve ser próximo ao mínimo. Isso porque não deverá ocorrer competição entre as propostas, visto que os quatro principais lotes têm características parecidas e são, justamente, quatro empresas que irão participar da licitação.

A ausência de novos entrantes também contribui para que as ofertas venham alinhadas ao preço mínimo. De acordo com os analistas, a possibilidade de outros licitantes participarem do leilão é remota. / LEDA SAMARA

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