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Para analistas, governo vai estourar meta fiscal de 2017

Previsão de déficit diminuiu de R$ 145,3 bi para R$ 144,7 bi, mas ainda está acima da meta de R$ 139 bi

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2016 | 11h45

BRASÍLIA - Mesmo com a leve melhora em relação ao quadro fiscal neste e no próximo ano, os analistas do mercado financeiro continuam apostando que o governo não irá cumprir a meta fiscal de 2017, que é de déficit de R$ 139 bilhões. As estimativas do Prisma Fiscal com mês de referência em outubro, divulgadas pelo Ministério da Fazenda, mostram que os economistas ainda projetam resultado negativo de R$ 144,771 bilhões no ano que vem.

Este foi o terceiro mês seguido em que os analistas projetaram um rombo maior para o governo central (que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) do que a meta para 2017. Nas previsões do último relatório - com mês de referência em setembro -, o déficit esperado era de R$ 145,387 bilhões.

Para 2016, as expectativas melhoraram um pouco. Mas, apesar da alta na arrecadação do programa de regularização de ativos no exterior - a chamada Lei de Repatriação - o Prisma também trouxe uma alta relevante nas despesas esperadas para este ano, já que o governo pretende usar os recursos para quitar restos a pagar de anos anteriores.

Agora, os analistas ouvidos pela Fazenda projetam um rombo de R$ 159,518 bilhões em 2016, ante uma estimativa de déficit de R$ 159,883 bilhões no documento anterior. A meta oficial do governo permite um resultado negativo de até R$ 170,5 bilhões.

A estimativa para a receita líquida do governo federal em 2016 saltou de R$ 1,078 trilhão para R$ 1,092 trilhão, bem como a projeção de arrecadação total, que pulou de R$ 1,269 trilhão para R$ 1,288 trilhão. 

Por outro lado, a estimativa para a despesa total neste ano, aumentou de R$ 1,237 trilhão para R$ 1,247 trilhão. Enquanto isso, o mercado reduziu a previsão para a dívida bruta de 2016 de 73,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 73,2% do PIB.

Nas projeções mensais para o trimestre à frente, o relatório trouxe piora de perspectiva de primário em todo o período. Para novembro, a expectativa de déficit piorou consideravelmente, de R$ 22,702 bilhões para R$ 33,032 bilhões. Para dezembro, a projeção de saldo negativo passou de R$ 25,708 bilhões para um rombo de R$ 33,987 bilhões. 

E, pela primeira vez, o Prisma trouxe as previsões do mercado para o mês de janeiro de 2017. Já com estimativa de superávit, a previsão para o primeiro mês do próximo ano também piorou, de um resultado positivo de R$ 5,674 bilhões para um saldo no azul de R$ 3,799 bilhões.

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