Para analistas, renda deve subir menos neste ano

Na avaliação do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Armando Castelar, o avanço da inflação é um dos principais obstáculos ao crescimento da renda do trabalhador. "A inflação é muito ruim para a renda, porque ela vem sempre antes de qualquer reajuste de reposição salarial que o trabalhador possa ter", afirmou.

Anselmo Luis dos Santos, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2011 | 00h00

O economista da LCA Consultores, Fábio Romão, acredita que a renda do trabalhador deve subir menos em 2011, ante 2010. "Estamos projetando uma alta de, no máximo, 2,5% para a renda em 2011", acrescentou. Além do avanço inflacionário, Romão lembrou que neste ano a elevação do salário mínimo deve ser menor, em relação a anos anteriores, o que deve ajudar a diminuir o ritmo de elevação dos ganhos do trabalhador.

Para o analista da consultoria Tendências, Rafael Bacciotti, o cenário da renda do trabalhador poderia ser pior, não fossem os bons resultados de emprego com carteira assinada. "Apesar da perda real na margem, dado um cenário de inflação mais pressionado no curto prazo, a evolução da massa de rendimentos é positiva e muito influenciada pelo aumento da formalização no mercado de trabalho", resumiu.

Emprego formal. Os bons resultados no número de trabalhadores de carteira assinada em 2010 refletem a melhora no cenário econômico, na análise do gerente PME Cimar Azeredo. Para ele, a melhora na economia brasileira nos últimos anos tem estimulado os empregadores a contratarem mais com carteira.

Esta também é a melhor explicação para o desempenho positivo do mercado de trabalho em 2010. Dentro do universo de 22 milhões de trabalhadores empregados, quase a metade tinha carteira assinada em 2010 - o que representou 10,2 milhões de empregados formais.

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