Para analistas, tablet da Microsoft não ameaça o iPad

Especialistas acreditam que aparelho da empresa vai concorrer com produtos de fabricantes como Samsung e HP

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h09

Os novos tablets da Microsoft não representam uma ameaça para o iPad, da Apple, visto o pouco entusiasmo entre programadores para criar aplicativos para o novo sistema operacional Windows, disseram analistas. A Microsoft apresentou na segunda-feira sua linha de tablets Surface, criando concorrência não apenas para a Apple, mas para seus parceiros fabricantes de hardware, como Samsung e HP.

"Ainda que os detalhes de preço não estejam claros, a Microsoft terá de vender por preço muito inferior ao do iPad se deseja ser competitiva", disse Peter Misek, analista da Jefferies.

O tablet Surface terá duas versões, uma acionada pelo Windows RT e baseada na arquitetura de chips usada na maioria dos demais tablets e outra, de melhor desempenho, usando o Windows Pro 8.

"O fator mais importante para o sucesso de um tablet é o ecossistema. Com base em nossas discussões com programadores, consideramos que a falta de entusiasmo da parte deles é preocupante", disse Misek.

Ele estima problemas para os tablets Windows 8 na concorrência com o iPad, que oferece mais de 225 mil aplicativos, e, em menor dimensão, também diante dos tablets com o sistema Android, do Google, como o Galaxy Tab, da Samsung. A versão menor e mais leve do Microsoft Surface pretende concorrer diretamente com o iPad, e a segunda, mais pesada, tem como alvo a nova geração de notebooks de baixo peso.

Confusão. Mas vender duas versões do tablet nos mesmos canais de varejo confundirá os consumidores, segundo analistas da Jefferies, Forrester Research e ThinkEquity.

"Escolha é um princípio chave do Windows, mas escolha demais incomoda os consumidores", afirmou a Forrester Research. "A Apple compreende o fato e limita as opções quanto ao iPad à conectividade, memória e preto ou branco."

Mas alguns analistas acreditam que o uso de um teclado embutido na cobertura do aparelho, e uma política agressiva de preço, podem ajudar a Microsoft a ganhar mercado. / REUTERS

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