Para analistas, troca de comando não muda operação

A mudança do controle do grupo Pão de Açúcar que se concretizará hoje não deve impactar a operação da varejista, avaliam os analistas que acompanham a empresa. As ações da companhia caíram 3,31% no pregão de ontem, quando o índice Ibovespa se desvalorizou 2,91%.

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h05

Para o analista da corretora Fator, Renato Prado, a queda dos papéis do Pão de Açúcar no pregão de ontem reflete o momento ruim do mercado financeiro. Nos últimos meses, a empresa conseguiu blindar sua operação da disputa societária envolvendo seus principais acionistas, o empresário Abilio Diniz e o grupo francês Casino, disse Prado. Desde o fim de maio, quando o conflito entre os sócios veio à tona, as ações da empresa subiram cerca de 10%, enquanto o Ibovespa caiu cerca de 10%.

Para os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, do HSBC, a mudança até beneficiará a empresa. "Consideramos o controle do Casino positivo. O grupo deve aumentar os investimentos no Brasil e acelerar o crescimento orgânico da rede", disseram ontem, em relatório.

A própria venda da participação de Diniz na empresa seria "neutra" para os acionistas minoritários e para a operação do Pão de Açúcar, disseram os analistas do HSBC.

Um desfecho "tranquilo" para a disputa entre os sócios do Pão de Açúcar também dissipa eventuais incertezas sobre a operação. Hoje, Diniz deve passar o controle da rede ao Casino, conforme previsto em contrato de 2005. / MARINA GAZZONI

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