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Para Anefac, alta dos juros foi um equívoco

A elevação de um ponto porcentual na taxa de juros, de 21% ao ano para 22%, foi considerada equivocada pelo vice-presidente do Comitê de Economia e Finanças da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. "Fiquei frustrado e lamento muito por esta decisão equivocada que tem como objetivo combater a inflação, que é de custos e não de demanda, em um momento em que o câmbio já está recuando", diz o executivo da Anefac.Para Oliveira, há vários fatores que sustentariam a taxa de juros estável. Ele cita a taxa de juros real - a maior do mundo -, o alto índice de inadimplência, o elevado nível de desemprego e os grandes estoques da indústria e do varejo. De acordo com o vice-presidente da Anefac, a medida adotada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) poderá desembocar em uma recessão no começo do próximo ano. "A elevação da taxa de juros pode, inclusive, provocar um resultado adverso ao esperado pelo Banco Central", afirma o executivo.Segundo ele, com a elevação da taxa de juros, o volume da dívida se eleva e junto com com a dívida o grau de desconfiança do mercado externo quanto à capacidade de o País quitar suas obrigações. Quanto ao impacto da puxada do juro já nas vendas de fim de ano, Oliveira ressalta que vai depender muito do mercado financeiro. "A taxa de juros na ponta está muito elevada, o que poderia sugerir o adiamento do repasse para o varejo. Mas se em função do aumento de juros o mercado se tornar mais seletivo, cortando crédito, as vendas para o Natal deste ano já poderão ser prejudicadas", diz.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 15h57

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