Washington Alves/Estadão
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Para Anfavea, estímulo à venda de carros não sai em janeiro

O presidente da entidade, Luiz Moan, disse considerar 'muito improvável' a aprovação do programa já neste mês

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2016 | 17h21

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou que considera "muito improvável" que o governo aprove em janeiro o plano de renovação de frota que foi proposto por diversas entidades do setor automotivo, entre elas a própria Anfavea.

"A proposta foi entregue em dezembro e eu acho absolutamente improvável que uma proposta entregue em dezembro seja aprovada em janeiro", disse o executivo. Segundo Moan, a medida está sendo analisada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A declaração de Moan vai na contramão do que disse na véspera o presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção. Assumpção afirmou que a medida deverá ser anunciada em janeiro pelo governo, com o nome de Programa Sustentabilidade Veicular.

O teor do programa não foi detalhado, mas o presidente da Fenabrave adiantou ontem que há um proposta em estágio avançado: o consumidor que possui um automóvel com mais de 15 anos de uso ou um caminhão com mais de 30 anos de uso poderá trocá-lo por um novo em concessionárias autorizadas ou revendedoras independentes. O veículo usado seria avaliado e o valor definido viraria crédito na compra do novo.

O que não se sabe ainda é de onde sairiam os recursos para financiar a compra do veículo usado, por parte das concessionárias, e para facilitar o pagamento do valor que faltaria para adquirir o novo, por parte do consumidor. "Nós sabemos que o governo precisa fazer o ajuste fiscal, nós temos consciência que nada que prejudique o ajuste fiscal pode ser proposto", afirmou Moan. "Mas nós também sabemos que os veículos têm uma carga tributária bastante alta", ponderou o executivo.

"O financiamento deste programa ainda não foi definido. Eu tenho umas 15 ideias para isso, uma delas é diminuir o imposto, mas nós sabemos que o governo não vai aceitar", disse Moan. 

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