coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Para aprovar fusão, Cade quer venda de lojas do Ponto Frio e da Casas Bahia

Órgão antitruste deverá fechar hoje um acordo sobre a maior operação de varejo brasileiro

CÉLIA FROUFE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2013 | 02h05

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá fechar hoje um acordo sobre a maior fusão do varejo brasileiro. Os detalhes serão julgados nesta quarta-feira pelo plenário do órgão antitruste, mas o principal ponto é o de que o Grupo Pão de Açúcar terá de vender lojas próprias, do Ponto Frio ou das Casas Bahia em cerca de 50 municípios localizados, principalmente, no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Esses pontos representam quase R$ 1 bilhão do faturamento anual do grupo.

A condição para aprovar os negócios fechados em 2009 acabará sendo mais dura do que a sugerida em março de 2011 pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda. A recomendação da Secretaria era a de que o grupo se desfizesse de lojas em 12 localidades e centros de distribuição em outras três unidades da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Essa maior rigidez se deu porque a autarquia avaliou que a operação envolvendo essas três gigantes do setor poderia ter impactos mais lesivos para a concorrência do que parecia num primeiro momento.

Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, os reflexos negativos com a união das bandeiras seriam muito maiores do que os apontados pela Seae e foi necessário refazer o estudo sobre os impactos, com base no período de 2005 a 2011.

Como em algumas das cidades escolhidas pelo Cade há mais de uma das lojas do conglomerado, o total de pontos que terão de ser vendidos ultrapassará a marca de 50 unidades. A questão é que, apesar de terem atuação local, essas companhias, que agora estão juntas, têm grande fôlego de negociação com fornecedores e consumidores.

Apesar de as grandes empresas do varejo terem capital aberto, a avaliação é a de que as informações sobre o dia a dia da atuação dessas companhias ainda são escassas. Até porque, em alguns casos, as lojas físicas usam produtos de unidades próximas para realizarem suas vendas.

Sigilo. Quais as bandeiras que terão de ser negociadas e em que prazo são informações confidenciais que constarão do Termo de Compromisso de Desempenho (TCD). O TCD é o nome técnico do acordo e tem sido uma ferramenta usada pelo tribunal administrativo para evitar que suas decisões, quando desagradam às empresas, acabem parando na Justiça e demorem ainda mais tempo para serem aplicadas. De qualquer forma, o Broadcast apurou que o TCD é visto como "uma grande intervenção" no varejo e que seus itens proporcionarão a oportunidade do fortalecimento de novos players nesses mercados.

A receita líquida das companhias ficou em R$ 50,9 bilhões no ano passado e, no primeiro trimestre deste ano, chegou a R$ 15 bilhões.

Depois de todas as operações consolidadas, o Pão de Açúcar criou uma holding, a ViaVarejo, que controla as lojas de Ponto Frio e Casas Bahia, além da Nova Pontocom, empresa responsável pelas atividades das vendas das três marcas na internet.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.