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Para Augustin, emissão de títulos foi 'bem-sucedida'

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avaliou nesta quarta-feira que a emissão brasileira de títulos em reais foi "bem-sucedida". Ontem, o governo lançou R$ 3 bilhões em papéis com vencimento em 2024, a taxa de retorno de 8,60% ao ano. A demanda, de acordo com fontes que acompanharam a operação, era de R$ 5 bilhões. Na madrugada de terça-feira para quarta-feira, os mesmos papéis foram lançados no mercado asiático. Apesar de a oferta ter sido bem menor, de R$ 300 milhões, houve negócio com apenas R$ 150 milhões. No total, o governo captou R$ 3,15 bilhões.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

18 de abril de 2012 | 11h57

Ao sair da reunião de Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o secretário também comentou que a demanda foi forte e não há qualquer desinteresse pelo investidor japonês nos papéis brasileiros. "Nossa emissão foi muito bem-sucedida. Em qual mercado, não é importante", salientou. Augustin evitou antecipar qual o montante que o governo pretende recomprar de títulos com vencimentos em 2016 e 2022. A operação começa hoje e está prevista para terminar na sexta-feira, mas pode ser antecipada, de acordo com critérios do Tesouro Nacional. "Ainda estamos fazendo análise (do total de recompra)", desconversou.

Augustin também comemorou o fato de a taxa de retorno para o investidor que aplicou seus recursos no título brasileiro em reais lançado ontem pelo governo ter sido a mais baixa da história para esse tipo de papel. O yield do bônus ficou em 8,60% ao ano. Na terceira reabertura do Global 2028, também em moeda local, a taxa de retorno foi de 8,626% ao ano, até então a mais baixa - esse papel foi lançado em 19 de junho de 2007. "O Brasil vem conquistando nos últimos períodos o reconhecimento do mercado internacional de seus fundamentos", disse.

Ele salientou que a melhora dos ratings do País já demonstravam a melhora da percepção e que a emissão de ontem confirmou a confiança do investidor estrangeiro no País. "Ontem, tivemos a emissão com a menor taxa da história em reais", enfatizou. "Voltamos ao mercado em reais." A última vez que o governo emitiu títulos em moeda local foi em outubro de 2010. Quando o lançamento é dessa forma, o risco de variações cambiais fica com o investidor, e não com o governo, como ocorre nos papéis lançados em moeda estrangeira.

O secretário salientou que o objetivo da operação era o de obter a melhor curva de juros para a dívida do País. Além disso, segundo ele, a emissão serve também para que empresas tenham uma referência para buscar financiamento no mercado externo com baixo custo. "A operação foi bem-sucedida e auxilia o País", resumiu.

Diante da grande demanda por papéis brasileiros demonstrada ontem, Augustin disse que o governo voltará a acessar o mercado internacional. "O governo claro que pode voltar (a emitir) e vai voltar", afirmou. Ele enfatizou, porém, que o interesse do governo com essas operações é o de melhorar a curva de juros da dívida brasileira e não apenas o de ter quantidade de papéis nas mãos dos investidores exterior. "Nosso objetivo é o de que a demanda continue a existir", comentou.

Para o secretário, a emissão do governo de ontem permite que empresas brasileiras tenham acesso a fontes de financiamento de longo prazo. A entrada do Tesouro no mercado serve como uma referência para as companhias. "Daí em diante, o espaço é para o setor privado e para as empresas estatais, que também têm emitido", disse.

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