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Para bancos alemães, fim do corralito na Argentina é um bom sinal

Os principais bancos comerciais alemães reconheceram que houve uma "certa recuperação, embora ainda frágil", na situação econômica da Argentina, com o fim do corralito, nesta segunda-feira. No entanto, os bancos criticaram uma eventual tentativa da Argentina de solucionar a crise financeira sem um acordo com o FMI. "Nos parece que as autoridades argentinas estão aventando a possibilidade de ajeitarem-se sem os organismos financeiros multilaterais e nos perguntamos como crê em que poderão conseguir novos investimentos sem um acordo prévio com o Fundo ou com o Banco Mundial", afirmou Guenther Koehne, do Dresdner Bank Lateinamerika. Na quarta-feira, o ministro de Economia argentino, Roberto Lavagna, chegará a Berlim em busca de apoio às negociações com o FMI. Ele será recebido pelos ministros alemães de Finanças e de Economia e Trabalho, Hans Eichel e Wolfgang Clement, respectivamente. Hoje, Lavagna está em Paris, dando início à uma viagem de cinco dias pela Europa.Os analistas alemães, entre eles o Hy po-Vereinsbank, Deutsche Bank y Commerzbank, consideram que as autoridades argentinas estão muito longe de restabelecer a confiança internacional. "Recuperar a confiança entre os investidores estrangeiros lhe custará à Argentina muitos anos de esforços", disse o analista do Dresdner Bank Lateinamerika, subsidiário do Dresdner Bank e especializado em relações financeiras com América Latina.Analistas de outras instituições privadas de crédito da Alemanha, entre eles Oliver Stoenner, do Commerzbank, acreditam ser possível também "uma tentativa argentina de conseguir uma saída solitária da crise". Os economistas consideram que paralelamente à busca de respaldo diante o FMI, o governo argentino está aproveitando esta viagem de Lavagna para sondar a eventual receptividade que teria nos mercados uma decisão desta natureza. "Seria terrível, mas tudo é possível", disse Hans Georg Hesener, do Hypo-Vereinsbank.Os bancos alemães esperam que Lavagna "possa vender bem a decisão de acabar com o corralito", para alentar os mercados à olhar o futuro com certo otimismo. No entanto, consideram importante também que o ministro explique "claramente" a posição da Argentina diante o FMI, ou seja , "sua versão sobre o por quê não se chegou ainda à um acordo", afirmou Stoenner.Estes analistas esperam que a Argentina ainda tem pela frente números muito negativos como uma retração de 12% neste ano do PIB, e de 0% em 2003, com uma inflação que oscilará em 43% em 2002 e 34% no ano que vem. "É preciso reconhecer que se esperava uma situação muito pior, com uma inflação superior a 60% e uma retirada massiva dos depósitos. O país não explodiu e isso já é muito nestes momentos", disse Koehne, em matéria publicada no jornal argentino Âmbito Financeiro.

Agencia Estado,

25 de novembro de 2002 | 16h53

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