Felipe Rau|Estadão
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Para BB, menor demanda por crédito rural pode afetar produtividade

Segundo o presidente do banco, a concessão de crédito rural para a safra 2015/2016 tem fluído normalmente e, até setembro, os recursos ofertados foram 30% superiores em relação a 2014

Renato Oselame e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2015 | 16h38

SÃO PAULO - O presidente do Banco do Brasil, Alexandre Corrêa Abreu, São Paulo, afirmou ao Broadcast Agro, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, que a concessão de crédito rural para a safra 2015/2016 tem fluído normalmente e que até setembro os recursos ofertados foram 30% superiores ao montante registrado em igual período de 2014. A declaração foi dada nos bastidores do Summit Agronegócio Brasil 2015, evento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo com patrocínio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

"Está saindo mais crédito para custeio do que para investimento, mas isso porque a demanda por recursos para investimento está menor", pondera o executivo, que cogita que a oferta dos recursos no início deste Plano Safra pode ter se acelerado. O Banco do Brasil espera uma expansão total no crédito ao fim da safra em torno de 11%. Ele disse, em sua exposição no evento, que a instituição financeira está atenta à menor demanda por crédito para investimento no Plano Safra 2015/2016. "Nós achamos que o aumento da produtividade está ligado ao aumento do (crédito para) investimento. É um ponto de atenção", afirmou, em referência à possível queda no rendimento das lavouras. 

Segundo Abreu, os desembolsos do crédito rural entre julho e setembro somam R$ 21,7 bilhões, com média de R$ 334 milhões por dia útil, um avanço de cerca de 30% ante o mesmo período de 2014, mas não informou qual o montante destinado ao investimento e qual se refere à linha para custeio, cuja demanda aumentou este ano. O executivo defendeu a manutenção dos recursos para o crédito rural mesmo em um ano "difícil", com contingenciamento do orçamento público. "Foi mantido um crescimento no crédito agrícola porque se entende que se diminuir a participação (destes recursos) podem ocorrer problemas na exportação e aumento de preços. Foi uma decisão correta", comentou.

Mercado externo. Corrêa afirma que o banco tem buscado aumentar seu apoio aos clientes que querem começar a atuar ou voltar a participar do mercado externo. "Achamos que a pauta de exportação brasileira está muito concentrada", diz, citando que 77,59% das vendas externas são feitas por apenas 283 empresas. "Isso tem um motivo. Ao longo dos últimos anos, tivemos uma taxa de câmbio desfavorável, mas isso mudou. E empresas têm buscado remontar estratégias de exportação em um momento em que a economia brasileira não está crescendo", explica.

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