coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Para BC, Fed foi muito cauteloso em sua manifestação

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, que a instituição está alerta à economia americana. Segundo Meirelles, "o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) foi muito cauteloso na sua manifestação". O presidente do BC referia-se ao fato do Fed ter informado que faria uma paralisação do movimento de alta dos juros nos Estados Unidos, mas informando que continuaria analisando os dados "para ver se pode manter" essa pausa. Ele não quis comentar se a preocupação com o terrorismo pode criar novos riscos para a economia mundial. "Vamos aguardar. Nem sei se posso levar um livro para viajar", brincou. Meirelles reafirmou a projeção do Banco Central para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano em 4%. Ele comentou que, por enquanto, só foi divulgado o resultado do PIB do primeiro trimestre. Segundo o presidente do BC, a queda a produção industrial ocorrida em julho em relação a maio já era previsível devido às paradas de produção nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo, à greve da Receita Federal (que afetou o comércio exterior) e o menor número de dias úteis. Meirelles afirmou que o Banco Central dispõe de indicadores que mostram a recuperação da atividade econômica em julho, como os relacionados à indústria automobilística. Ele disse esperar que, no segundo semestre, o crescimento da economia seja compatível com a projeção de aumento do PIB em 4% para este ano. O presidente do BC não quis comentar o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, divulgado de manhã, de 0,19%. Ele também não falou sobre a mudança na ponderação do índice. Meirelles respondeu às críticas de que a queda da inflação ocorrida nos últimos anos está relacionada à valorização do real. "A moeda é um fator, mas não é o fator que, em nossa opinião prevalece", disse. Para Meirelles, o fator principal é a política monetária. O presidente do BC destacou ainda o que considera os desafios para a economia brasileira: aumentar a abertura da economia, a taxa de investimento em relação ao PIB , reduzir a carga tributária e aumentar o crédito em relação ao PIB. Velocidade do crédito De acordo com ele, o Brasil tem aumentado o crédito em velocidade maior do que a de outros países emergentes, mas ainda está abaixo da média dos emergentes nesse ponto. Para ele, a estabilidade da economia vai ajudar a reduzir os juros, a ampliar os prazos e melhorar as condições de crédito em geral. Ele afirmou também que questões específicas, como as relacionadas às garantias ao crédito vêm sendo tratadas pelo governo ao longo do tempo e também realçou a importância de aumentar a competitividade entre as condições de crédito para dar ao cliente melhores condições de negociar. Segundo Meirelles os spreads (diferença entre o custo de captação de recursos e o custo da taxa de empréstimos) são altos, mas à medida que fatores gerais para o crédito forem melhorando, eles devem baixar. Ele afirmou ainda que o País vive em uma economia de mercado e que os spreads devem baixar dentro das regras do sistema.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.