Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Para BC, incerteza sobre reformas é o principal fator de risco para crescimento do Brasil

De acordo com o BC, 'economia segue operando com elevado grau de ociosidade, observando-se, entretanto, arrefecimento no ritmo de recuperação na margem'

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 11h41

BRASÍLIA - O Banco Central afirmou nesta sexta-feira, 17, em seu Boletim Regional, que "o nível de incerteza relativo ao ritmo de implementação de reformas e de ajustes na economia segue como principal fator de risco para o processo sustentado de crescimento". 

A avaliação aparece em conclusão de capítulo em que o BC trata do desempenho da economia no País a partir de indicadores regionais.

De acordo com o BC, "a economia brasileira, que segue operando com elevado grau de ociosidade, repercute a retomada da atividade nas diversas regiões, observando-se, entretanto, arrefecimento no ritmo de recuperação na margem".

A instituição pontuou ainda que, "no trimestre, a greve dos caminhoneiros trouxe impactos negativos sobre o desempenho do setor produtivo e sobre os preços ao consumidor, contaminando a avaliação dos indicadores".

O BC divulga nesta sexta-feira o Boletim Regional na cidade de Curitiba, Paraná. No documento, a análise da atividade nas regiões leva em conta os dados até maio deste ano. 

Na última quarta-feira, 15, porém, o BC já havia divulgado seu Índice de Atividade (IBC-Br) de junho, que indicou recuperação firme da atividade após a greve dos caminhoneiros, que afetou a economia em especial no mês de maio. 

O IBC-Br de junho subiu 3,29% ante maio, na série ajustada. No segundo trimestre do ano, considerando todo o Brasil, houve recuo de 0,99% da atividade. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.