Para BCE, agenda de reformas globais perde impulso

A agenda de reformas iniciada a partir da crise financeira global está perdendo impulso, advertiu o membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), Jörg Asmussen. "A agenda de reforma global perdeu impulso, uma vez que o senso de urgência imposto pela crise desapareceu", afirmou em texto preparado para uma cerimônia realizada na cidade de Kiel, ao norte da Alemanha.

EQUIPE AE, Agencia Estado

23 de junho de 2013 | 11h44

"Os progressos relacionados à agenda de reformas globais financeiras, por exemplo, desaceleraram em vários aspectos. Isso provocou frustração e levou a iniciativas regulatórias unilaterais em países específicos", afirmou, advertindo contra a arbitrariedade regulatória, quando as empresas buscam economias com regimes regulatórios mais fracos.

Muitos peritos e autoridades têm defendido que o desenvolvimento de um sistema com regras financeiras unificadas pode ajudar a evitar outra crise financeira do tipo que levou a economia global em espiral de queda em 2008.

Asmussen destacou a importância do G-20 como um fórum primário de cooperação internacional, em nível global, mas expressou preocupação com a possibilidade de sua "eficiência estar sendo, agora, questionada".

"Apesar de suas limitações, o G-20 continua sendo essencial para a cooperação econômica global, já que não há alternativa óbvia a ele. Recorrer somente ao G-7 ou a G-8 não é uma opção", disse.

Sobre a Europa, Asmussen pediu que os países da zona do euro mantenham as reformas estruturais. Segundo ele, um modo de dar impulso a elas poderia ser "a oferta de uma assistência financeira temporária para aliviar os custos de curto prazo das reformas, em troca de um acordo contratual para concluí-los". Fonte: Dow Jones Newswire.

Tudo o que sabemos sobre:
BCEAsmussenreformas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.