Para BCE, Grécia deve continuar ajustes

O membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE) Jörg Asmussen disse que a Grécia deve implementar totalmente seu atual programa de ajustes se quiser que seus parceiros da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) mantenham a ajuda ao país.

Agencia Estado

24 de agosto de 2013 | 21h17

Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal grego To Vima, Asmussen disse que não será possível dizer ao certo, até a próxima primavera (no hemisfério norte), qual será o formato ou o tamanho de um possível terceiro pacote de ajuda para a Grécia, já que somente os dados do ano fiscal de 2013 serão capazes de mostrar se a posição do orçamento do governo melhorou o suficiente.

"Quando a Grécia atingir um superávit primário em bases anuais, o programa estiver completamente implementado e o nível da dívida ainda for considerado muito alto, os parceiros europeus vão considerar medidas adicionais", afirmou Asmussen.

Ele fez as declarações após uma visita de trabalho a Atenas, onde conversou com o ministro de Finanças grego Yannis Stournaras, e com o presidente do banco central do país, Panicos Demetriades.

Asmussen disse que eles asseguraram a ele que está "ao alcance" chegar a um orçamento equilibrado neste ano antes do pagamento dos juros, se a economia se mantiver em sua atual trajetória. Ele declarou também que um "crescimento moderado, mas positivo" é provável no próximo ano.

A produção econômica grega parece ter chegado ao nível mais baixo após cinco anos de recessão e alguns economistas dizem que ela pode já ter voltado a crescer no segundo trimestre, embora dados anuais publicados pela agência de estatísticas Elstat ainda mostrem uma desaceleração de 4,6% em junho.

Asmussen também minimizou as sugestões de que o BCE pode ajudar a Grécia com uma nova compra de bônus, na medida em que o país pensa em uma estratégia para sua economia para depois do fim da ajuda oficial. Fonte: Dow Jones Newswires.

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