Para Bernardo, crédito cresce 'além do razoável' em 12 meses

Segundo ministro, embora o governo queira estimular expansão, 'é preciso ter cuidado' com descontrole

Reuters,

30 de julho de 2008 | 11h59

O crescimento do crédito nos últimos 12 meses foi "muito além do que seria razoável", avaliou nesta quarta-feira, 30, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Embora o governo queira estimular a expansão do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), "é preciso ter cuidado para que não cresça de forma descontrolada", disse Bernardo a jornalistas.  Veja também:Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preçoConfira a evolução da Selic desde o início do governo Lula  "Achamos que nos últimos 12 meses cresceu muito além do que seria razoável... Também precisamos vigiar se não está havendo descontrole, mas até agora a inadimplência não cresceu", disse. Em 12 meses até junho, a expansão do crédito foi de 33,4%, segundo dados divulgados pelo Banco Central na véspera. "As pessoas estão fazendo dívidas e alimentando o mercado interno. De fato é preciso ter cuidado para não estimular um endividamento excessivo e isso se tornar um problema para as famílias depois. Que continue crescendo bem, mas não exageradamente", acrescentou o ministro.  O aumento do crédito tem ajudado a sustentar a economia doméstica num cenário de turbulência internacional. Mas, diante das recentes pressões inflacionárias, o BC vem mostrando preocupação e já elevou a taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13% ao ano), nas últimas três reuniões.

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