Argentina Presidency/Reuters
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Bolsonaro diz que quer Mercosul ‘mais enxuto e dinâmico’

Presidente brasileiro assumiu a presidência do bloco e mensagem foi dada durante 54ª cúpula realizada na Argentina

Bárbara Nascimento, enviada especial, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2019 | 13h49
Atualizado 17 de julho de 2019 | 22h21

SANTA FÉ - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira durante Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina, que o acordo com a União Europeia representa "resultado concreto" de uma nova orientação do bloco, sem viés ideológico.  "Quero aproveitar ocasião para firmar o compromisso do governo para modernização e abertura do bloco. Sem viés ideológico, que tanto critiquei enquanto parlamentar. Vencemos essa barreira.", disse. 

Bolsonaro disse que quer trabalhar para um Mercosul "mais enxuto e dinâmico" e que pretende, como novo presidente pró-tempore do bloco, continuar com o trabalho argentino de extinguir comissões que estão obsoletas.  

O presidente afirmou que, externamente, o Brasil quer, à frente do Mercosul, dar prosseguimento aos fechamentos de acordos com outros países. A posição do presidente brasileiro foi endossada pelo chefe de Estado argentino, Mauricio Macri: "Acordo com União Europeia não é ponto de chegada, é ponto de partida", disse. Nos últimos dias, os técnicos dos quatro países sinalizaram que há acordos já engatilhados com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês) e com o Canadá.

Já internamente, entre os membros do Mercosul, Bolsonaro disse que quer se dedicar "a fazer uma união aduaneira" e à modernização de regulamentos sobre comercialização de bens e serviços. "Trabalharemos para incluir automóveis e açúcar na união aduaneira dentro do Mercosul", disse.

Argentina

O ministro da Fazenda argentino, Nicolás Dujovne, disse nesta quarta-feira, 17, considerar "muito interessante" a ideia de uma moeda única no Mercosul. Segundo ele, um estudo será feito para apontar as potenciais vantagens e quais serão as mudanças necessárias para que a moeda seja criada. 

O assunto já havia sido trazido à tona pelo ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, na última viagem que fez à Argentina. A moeda, que atenderia Brasil e Argentina, se chamaria peso real. Ontem, no entanto, Guedes voltou atrás e disse que a ideia de uma moeda comum estava " num horizonte mais distante". 

Diferentemente do que Guedes havia sinalizado, Dujovne apontou para a criação de uma moeda única para todo o Mercosul.

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