Para Bradesco, queda do juro deve estimular aberturas de capital

O mercado está resistente para novas ofertas iniciais públicas de ações (IPO, na sigla em inglês), mas segue aberto para captações. A opinião é do diretor gerente do Bradesco BBI, Renato Ejnisman. Nos próximos meses, o executivo espera que o setor de ações volte a atrair recursos na contramão do que ocorreu no fim de 2011, quando apenas a TIM captou recursos em bolsa.

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h08

A análise de Ejnisman tem como pano de fundo o movimento de queda de juros, que estimula os investidores a apostar em ativos mais rentáveis, e no reaquecimento da economia no segundo semestre. "O mercado estará resistente a negócios mal precificados e a setores que já têm certa representatividade na bolsa", disse ele, em entrevista exclusiva à Agência Estado.

Diante desse ambiente, as empresas seguem monitorando o mercado. A condição essencial para que essas companhias venham a mercado ainda este ano é o fluxo de recursos para ações, segundo Ejnisman.

"Há uma grande volatilidade nesse fluxo e em vários momentos ele está negativo", disse. Essa volatilidade dificulta a entrada do investidor em IPOs, uma vez que ele teria de se desfazer das apostas atuais para investir em novatas na bolsa.

No acumulado de julho, o saldo de capital externo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está negativo em mais de R$ 1 bilhão, enquanto os fundos de ações somam resgates líquidos de quase R$ 350 milhões.

Enquanto o apetite dos investidores segue curto para ações, na renda fixa o cenário se mostra mais "interessante". No exterior, as captações seguem condicionadas às janelas de oportunidade, com maior demanda para empresas de baixo risco.

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