Para brasileiro finalista na OMC, retomar Rodada de Doha é desafio

Roberto Azevêdo disputa com mexicano o cargo de líder global das negociações comerciais; resultado sai em maio

Agência Estado

26 de abril de 2013 | 14h25

GENEBRA - O brasileiro Roberto de Carvalho Azevêdo, um dos dois candidatos para o posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comercial (OMC), afirmou nesta sexta-feira, 26, que a retomada da Rodada de Doha de negociações representa um grande desafio para o grupo.

"Sem dúvida, a retomada de Doha será um dos maiores desafios para a OMC", afirmou Azevêdo, que tem sido o representante permanente do Brasil na OMC desde 2008, em uma entrevista de Genebra, minutos depois de ele ser confirmado como candidato.

Azevêdo e o ex-ministro do Comércio do México, Herminio Blanco, são os dois candidatos finalistas que vão disputar o cargo de próximo líder global das negociações comerciais. Os governos do México e do Brasil confirmaram os candidatos na rodada final de votos, que será concluída no próximo mês.

Azevêdo afirmou que o impasse na Rodada de Doha está prejudicando o progresso em outras negociações no âmbito da OMC. "E isso é sério porque sem esse pilar (das negociações) em funcionamento, a organização congela e perde sua funcionalidade", ressaltou.

A Rodada de Doha começou em 2001 e, desde então, novas questões surgiram que afetam o comércio mundial, como as questões ambientais e novas tecnologias que mudam a maneira como as empresas operam, disse ele. "Há uma série de temas que afetam o comércio que não estão na Rodada de Doha", afirmou Azevêdo. "Temos questões pertinentes ao comércio mundial sobre as quais os membros querem falar, mas que não são discutidas por causa dessa paralisia nas negociações que tem prejudicado a organização."

Disputa. Esta é a primeira vez que um candidato brasileiro vai à final na disputa pelo cargo de diretor da OMC. O processo começou no início do ano com nove candidatos. Até a decisão de quinta-feira, cinco ainda estavam no páreo. Mas um neozelandês, um sul-coreano e uma indonésia acabaram sendo eliminados por terem o menor número de votos.

O processo final da escolha começa na semana que vem e o eleito tomará posse em setembro, substituindo a Pascal Lamy. AE com informações da Dow Jones.

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