Para britânicos, deixar UE afeta competitividade

Se o Reino Unido realizasse um referendo sobre a sua adesão à União Europeia (UE), quase oito entre 10 empresas votariam para que o país permanecesse no bloco, em função do temor de que a saída do grupo dificultaria o acesso aos mercados comerciais e de investimento das empresas e tornaria o Reino unido menos competitivo.

AE, Agencia Estado

11 de setembro de 2013 | 22h05

Segundo um levantamento realizado pela YouGov para a Confederação da Indústria Britânica (CBI, na sigla em inglês) - principal grupo de lobby de negócios do Reino Unido - 78% dos entrevistados afirmaram que o país deve permanecer na UE , enquanto 10% disseram que os britânicos deveriam deixar o bloco. Além disso, a pesquisa revela que 71% dos entrevistados disseram que a adesão do Reino Unido à UE teve um impacto positivo ou muito positivo em seus negócios, enquanto 13% acreditam que os reflexos eram negativos.

A pesquisa também mostrou que 75% dos entrevistados disseram que deixar a UE teria um impacto negativo sobre o nível global de investimentos estrangeiros no país, enquanto 86% afirmaram que a saída teria um impacto negativo sobre o acesso das empresas britânicas aos mercados do bloco. Já 59% acreditam que a decisão reduziria a competitividade internacional do Reino Unido como um todo.

"As empresas querem o que é melhor para o crescimento e o emprego. Há uma preocupação genuína de que a saída da UE atingiria o investimento empresarial e o acesso ao maior bloco comercial do mundo", afirmou John Cridland , diretor-geral da CBI.

O levantamento da CBI entrevistou 346 empresas e 69 associações comerciais, entre 13 de junho e 30 de julho.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que, caso seja reeleito em 2015, pretende renegociar a relação entre o país e a UE. O premiê ainda disse que lutará para que o país volte a ter poder sobre alguns assuntos internos das instituições europeias em Bruxelas. Após o pleito, Cameron pretende realizar um referendo nacional sobre a adesão do Reino Unido ao bloco sob os novos termos até o final de 2017. Fonte: Dow Jones Newswires.

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