Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Para Buffet e 3G, o que vem depois de ketchup e rosquinhas?

Megainvestidor diz que tem planos de novos negócios com gestora de Jorge Paulo Lemann e provoca especulações

BROOKE SUTHERLAND, BLOOMBERG

05 de março de 2015 | 02h05

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, associou-se à 3G Capital há dois anos para adquirir a fabricante de ketchup Heinz e depois ajudou a financiar a compra da cadeia canadense de café e rosquinhas Tim Hortons, pela Burger King, da 3G, que pertence aos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Desde esses negócios, circulam especulações sobre quais serão seus próximos alvos: Kellog, Kraft Foods, ou Mondelez?

Buffett agitou as especulações com sua carta anual a acionistas da Berkshire no sábado ao dizer que espera "se associar com a 3G em novas atividades". Isso pode colocar o bilionário na trilha de um novo negócio tendo como alvo uma das gigantes de consumo dos EUA, como a processadora de cereais Kellogg, de US$ 23 bilhões.

"É bom considerar que nos próximos 12 a 18 meses haverá algum tipo de negócio", disse o analista Brian Yarbrough da Edward Jones & Co. Buffett procura alvos que sejam marcas fortes e com potencial consistente de ganhos. A 3G é conhecida por sua habilidade de melhorar operações e cortar custos.

A empresa de processamento de legumes Campbell Soup combinaria bem com a Heinz, e a Kraft, de US$ 38 bilhões, oferece um forte fluxo de caixa, segundo analistas e investidores. A Mondelez, fabricante de salgadinhos, avaliada em US$ 61 bilhões, também pode ser atraente por sua forte presença internacional e margens abaixo da média.

Entre os negócios recentes de Buffett está um acordo firmado em outubro para assumir o controle da Van Tuyl Group, a maior revendedora de veículos dos EUA. A Berkshire também tem planos de comprar o negócio de baterias Duracell da Procter & Gamble.

A maior aquisição de Buffet nos últimos anos foi a compra da Heinz junto com a 3G por mais de US$ 23 bilhões. Provavelmente haverá outras assim, ou parecidas com a compra do Burger King no ano passado, disse Buffett em sua carta anual a acionistas. "Seja qual for a estrutura, nós nos sentimos bem trabalhando com Jorge Paulo", disse.

Alvos. A Berkshire tinha US$ 63 bilhões em caixa no fim de dezembro. Seja o que for que a companhia e a 3G resolvam fazer em seguida, será grande. Negócios em alimentos e bebidas são mais prováveis já que são a área de expertise da 3G, acionista da Anheuser-Busch InBev. Yarbrough, da Edward Jones, coloca Mondelez, Kellogg, General Mills e McCormick & Co., processadora de sal e pimenta de US$ 10 bilhões, em sua lista dos alvos mais lógicos. A Yum!Brands foi citada como alvo potencial por Buffett e pela 3G. Ela tem um valor de mercado de US$ 35 bilhões.

Uma ideia menor e divergente é a Mattel, fabricante de US$ 9 bilhões das bonecas Barbie e dos brinquedos Fisher-Price. A companhia faz sentido como alvo em potencial porque é uma grande marca que "teve muita coisa dando errado", disse Bill Smead da Smead Capital. A Mattel trocou seu CEO em janeiro depois que as quedas das vendas se estenderam para cinco trimestres.

Apesar de a maioria desses alvos ser lógica, Buffett provavelmente não puxará o gatilho de sua arma de grosso calibre até sentir que os preços são justos, disse Richard Cook, cofundador da Cook & Bynum Capital Management, que investe na Berkshire. "As coisas estão caras neste momento e os níveis de caixa da Berkshire estão crescendo porque eles estão tendo dificuldade de encontrar coisas para fazer", disse Cook. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

Tudo o que sabemos sobre:
Warren Buffett3GHeinz

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.