Para Bunge, mercado reage com exagero a possível vitória de Lula

A gigante norte-americana de agronegócios Bunge Ltd. acredita que os mercados de câmbio reagem com exagero à uma possível vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de domingo, e que o real poderá se estabilizar e talvez se fortalecer em 2003. Se Lula vencer as eleições, Bill Wells, executivo das finanças da Bunge, disse que os mercados cambiais adotarão um enfoque mais balanceado, uma vez conhecendo-se quem estará no novo governo e que tipo de políticas surgirão. "Estamos assumindo um enfoque mais conservador e isso significa que estamos assumindo um real mais forte do que atualmente temos no mercado", disse.A afirmação de Wells foi feita durante teleconferência junto aos analistas, após a empresa divulgar os resultados do terceiro trimestre. Alberto Weisser, executivo-chefe da Bunge, disse que apesar de provável mudança no governo do Brasil, a solidez das instituições brasileiras, inclusive o Congresso e o poder judiciário deverão mitigar qualquer risco potencial. Além disso, Weisser disse que ambos candidatos à presidência são "de centro-esquerda" e que isso poderá resultar em políticas que ou ajudarão as exportações, beneficiando as operações de processamento e de semente de soja da Bunge, ou ajudarão no consumo doméstico, estimulando a divisão de produtos de alimentos da companhia.

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