Para Canuto, é preciso reverter quadro fiscal

Otaviano Canuto, diretor executivo do FMI, disse que, se a questão fiscal no Brasil não for recuperada, a economia vai afundar ainda mais

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2015 | 02h02

CURITIBA - Otaviano Canuto, diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que, se a questão fiscal no Brasil não for recuperada, a economia vai afundar ainda mais. Segundo ele, imaginar que agora que a Standard & Poor's rebaixou o rating do País o governo poderia relaxar o ajuste é completamente errado.

"Ou há um sinal claro de que não há risco de deterioração no quadro fiscal ou não há empresário algum que vai investir. Suavizar o ajuste para tentar estimular a economia poderia ter um efeito pior. Se relaxar o ajuste porque a gente perdeu o grau de investimento, nós vamos para o buraco ainda mais", afirmou, em palestra no XXI Congresso Brasileiro de Economia, promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), em Curitiba.

Segundo o economista, a rigidez dos gastos no Brasil é um problema estrutural que voltou à tona agora com a perda de força da economia. "Na prática, é impossível cortar gasto. Temos um espaço muito limitado para fazer o ajuste de curto prazo, e aí o pacote é longe do ideal, tem de ter aumento de tributo", afirmou. "Mas nós temos de ter um superávit primário de qualquer maneira porque, se não revertermos o déficit, a economia pode cair quase 3% no ano que vem de novo." / A.C.

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