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Para Caramuru, empréstimo do Bird mostra credibilidade do País

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcus Caramuru, disse hoje à Agência Estado que o empréstimo ao Brasil que será aprovado pelo Banco Mundial (Bird), no valor de US$ 1,1 bilhão, mostra a credibilidade do País junto aos organismos internacionais e reforça o balanço de pagamentos brasileiro. "Ajuda a reforçar a nossa capacidade de reação, no momento em que os mercados internacionais estão menos ativos em função de fatores externos, como a queda do crescimento dos Estados Unidos", disse Caramuru. Segundo o secretário, foi coincidência o empréstimo ser aprovado agora, quando o mercado financeiro brasileiro passa por alta volatilidade e nervosismo. "É uma coincidência. Esses empréstimos já estavam sendo negociados há muito tempo. Não se negocia empréstimo desse tipo da noite para o dia", salientou Caramuru, admitindo, no entanto, que o dinheiro ajuda no momento atual.BIDO Brasil deverá receber em breve também um empréstimo de US$ 500 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ser liberado em duas parcelas de 50%. A primeira, assim que a operação for autorizada pelo Senado - após sua votação no plenário -, e a segunda, oito meses depois. Não há restrições de uso do dinheiro dos empréstimos do Bird e do BID, que entrarão diretamente nas reservas internacionais e poderão ser utilizados inclusive para atuações do Banco Central no mercado de câmbio. Parte do empréstimo total de US$ 1,1 bilhão do Bird - US$ 858 milhões - poderá entrar diretamente nas reservas internacionais brasileiras, tão logo o contrato seja assinado e aprovado posteriormente pelo Senado Federal. Segundo Caramuru, esse valor de US$ 858 milhões é referente a dois empréstimos concedidos na modalidade de ajuste estrutural programático (programatic structural adjustment loan), operação de rápido desembolso relacionada a programas de governo. Essas operações, diferentemente dos empréstimos para projetos de investimento, destinam-se a apoiar o balanço de pagamentos, não alocando recursos para nenhum gasto específico, e são concedidos por ações já feitas pelo País. Segundo Caramuru, do total de US$ 858 milhões, US$ 454 milhões serão destinados em função de reformas feitas no Sistema Financeiro Nacional. Os outros US$ 404 milhões serão concedidos pelas reformas associadas à crise de energia do ano passado. O Bird também concederá cerca de US$ 182 milhões de um empréstimo para investimentos, cujo desembolso não será imediato.

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