Para ‘Carreirão’, equiparar reajustes é questão de justiça

Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, cerca de 90% do funcionalismo teve reajuste póximo a 11% nos anos de 2016 e 2017

Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 00h21

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa o “Carreirão”, formado por cerca de 700 mil funcionários com ensino médio e com funções administrativas em 77 setores, argumenta que a equiparação dos reajustes é uma questão de Justiça. “Já existe uma distância de salários das melhores carreiras com relação ao contingente maior. Essa distância se ampliou ainda mais com o tratamento desigual”, diz o secretário-geral da entidade, Sérgio Ronaldo da Silva. Ele admite que a negociação de reajuste por dois anos apenas foi uma opção das categorias, mas joga a culpa no governo.

“Queriam propor aumento de 4% por ano ao longo de quatro anos. Isso foi rejeitado, mas depois o governo acertou um índice maior com as demais (carreiras)”, argumenta.

Segundo a Condsef, cerca de 90% do funcionalismo teve reajuste próximo a 11% nos anos de 2016 e 2017. A parcela minoritária foi a que fechou os acordos mais polpudos, que davam aumento próximo a 27% em quatro anos.

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