Para centrais sindicais, novo fundo é um avanço

A regulamentação do Fundo de Infra-Estrutura com recursos do FGTS foi um grande avanço tanto para os trabalhadores como para o País, avaliaram representantes de centrais sindicais e de entidades do setor. Na opinião deles, o modelo aprovado conseguiu criar um mecanismo importante de financiamento para a carente infra-estrutura brasileira sem acrescentar riscos aos recursos do trabalhador. "Agora vamos contribuir com a melhoria das estradas, ferrovias e portos e ainda melhorar a rentabilidade do FGTS", afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.A criação do fundo apenas foi aceita pelas centrais sindicais após o governo acenar para a formatação de um comitê de avaliação dos projetos passíveis de investimento com recursos do FGTS. Segundo Jaci Afonso, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), esse comitê, definido ontem, terá três representantes da Força Sindical, CUT e União Geral dos Trabalhadores (UGT), dos empresários e do governo. Afonso, que participou da reunião ontem, disse que os representantes do fundo esperam começar a avaliar os projetos em um mês. "Sempre estivemos muito tranqüilos em relação à criação desse novo produto, pois temos uma grande experiência com a administração dos fundos de pensão. Outras centrais sindicais tinham dúvida sobre os riscos que o fundo poderia representar para os trabalhadores. Agora, com toda regulamentação aprovada, temos de começar o trabalho o mais rápido possível", afirmou o representante da CUT.A formatação do fundo também foi comemorada pela Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), a principal idealizadora da criação do novo produto. "Esse fundo é da maior importância para o setor porque precisamos desenvolver alternativas de financiamento para a grande quantidade de projetos de infra-estrutura. Só temos de aplaudir", festejou o vice-presidente da Abdib, Ralph Lima Terra.

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