Para chanceler, desenvolvimento chinês é ´insustentável´

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse nesta sexta-feira, 16, que o desenvolvimento econômico de seu país é "instável, desequilibrado, descoordenado e insustentável" e a sua regulação vai exigir "um longo período"."O principal problema da economia chinesa é um desenvolvimento instável, desequilibrado, descoordenado e insustentável, criando tensões estruturais", afirmou o dirigente em entrevista coletiva após o encerramento da sessão anual do Congresso Nacional do Povo (CNP, Legislativo)."Por desenvolvimento instável, quero dizer que temos um excesso nos investimentos, no crédito e na liquidez. Além disso, não temos relações comerciais nem pagamentos internacionais equilibrados", explicou Wen.Ele lembrou um provérbio chinês que ensina que "um país que parece ser pacífico e estável pode ter uma crise escondida".O governante também citou os "desequilíbrios entre o meio rural e o urbano, no desenvolvimento das diferentes regiões, e entre o crescimento econômico e o desenvolvimento social".Quanto à descoordenação, ele ressaltou os desajustes entre os setores primário, secundário e terciário. Também chamou a atenção para as diferenças no investimento e no consumo. "A economia chinesa se baseia excessivamente na exportação e no investimento, o que não é sustentável", criticou.A sessão anual do CNP foi histórica, aprovando a primeira lei a reconhecer na China a propriedade privada.De acordo com Wen, os principais desafios para o país são "fazer um bom trabalho para solucionar seus problemas, fazer um bom trabalho em economia de energia, reduzir as emissões poluentes e proteger adequadamente o meio ambiente"."O mais importante é que manter um ambiente internacional pacífico para concentrar nossos recursos e nossa energia no desenvolvimento econômico", receitou.O governo chinês, disse Wen, quer "que a economia tenha uma base mais sólida, e reduzir as emissões para obter um desenvolvimento sustentável".No entanto, ele negou a necessidade de assumir o compromisso exigido principalmente pela União Européia para a redução das emissões poluentes. Wen insistiu que, como país em desenvolvimento, não está obrigado pelo Protocolo de Kyoto a adotar as metas.De qualquer forma, disse, a China iniciou seu próprio plano para reduzir as emissões poluentes em 20% até 2010.

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