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Para CNI, exportação é hoje o maior problema

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse hoje que o maior problema, neste momento, são as exportações. Segundo ele, a CNI quer focar a discussão de hoje do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC) nas dificuldades do setor externo. Monteiro Neto lembrou que, desde do início do agravamento da crise, a CNI sempre trouxe um tripé de preocupações: crédito, investimento e exportações. Para ele, o Brasil está saindo da crise, mas lentamente. "Ainda não acabou", disse, ao chegar nesta tarde ao Ministério da Fazenda para a reunião do GAC.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

12 de agosto de 2009 | 16h07

Já o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, disse que a agenda da infraestrutura continua sendo o crédito. Segundo ele, ainda há dificuldades para a aquisição de financiamentos de longo prazo e os spreads (diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes) continuam altos. Ele, no entanto, admitiu que a crise está se debelando no mundo inteiro e que a agenda da reunião de hoje não é mais apenas reivindicações em razão dos reflexos da crise. Godoy citou, por exemplo, a questão cambial, que é um problema enfrentado pelo Brasil mesmo antes da crise. "Não é agenda da crise. O fluxo de recursos externos é que está gerando a valorização do real e isso afeta alguns setores", disse.

O dólar comercial acumula este ano, até hoje, uma desvalorização de 21%, levando-se em conta a taxa de câmbio de R$ 1,838 verificada nesta tarde nas negociações interbancárias.

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