Para CNI, leilão da Cesp era de alto risco

José de Freitas Mascarenhas avalia que falta de garantias afugentou investidores do leilão

Leonardo Goy, da Agência Estado,

25 de março de 2008 | 13h56

O presidente do Conselho de Infra-estrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas, avaliou que o cancelamento do leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) "não é surpreendente". Veja também:Sem interessados, leilão da Cesp fracassa mais uma vez Para ele, o motivo que levou os investidores a não se apresentarem para o leilão é a falta de garantia de que a empresa continuaria com a concessão de duas das principais usinas: Jupiá e Ilha Solteira. Os contratos de concessão das duas hidrelétricas vencem em 2015. O governo federal deu alguns sinais de que pretende estudar a renovação, mas não se comprometeu a fazê-lo. Segundo Mascarenhas, a situação do leilão era "de muito risco" para os investidores, que "dependiam de uma decisão política" para fazer seus cálculos. Para Mascarenhas, a questão das concessões tinha de ser acertada entre os governos estadual e federal antes de ser aberto o processo de licitação.

Tudo o que sabemos sobre:
CespCNI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.