Para colunistas econômicos, País não consegue crescer

Colunistas do Grupo Estado falam das dificuldades da economia brasileira e da falta de gestão no governo

O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h58

O Brasil não consegue investir em infraestrutura e crescer no ritmo que deveria estando o País no grupo das principais economias do mundo. Esta é a avaliação dos jornalistas Celso Ming e Rolf Kuntz, colunistas do Estado, e Fábio Alves, colunista da Agência Estado.

Os três participaram de uma mesa especial no último dos quatro debates de 2012 da série Fóruns Estadão Brasil Competitivo, organizado pelo Grupo Estado com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"O País precisa de muito mais velocidade de crescimento, mas aparentemente nós não estamos organizados para crescer", afirmou Celso Ming. "Um país que cresce apenas 1,5% ao ano não pode ser considerado em desenvolvimento", exemplificou Ming, usando declaração feita momentos antes pela presidente da Standard & Poor's para o Cone Sul, Regina Nunes, que também participou do evento.

Para Rolf Kuntz, o País está crescendo muito lentamente mesmo para um ano de crise. "O grande problema é de gestão, independentemente de quaisquer interesses políticos e partidários", afirmou.

Retrocesso. Para o jornalista Fábio Alves, não há nenhum avanço visível na atual gestão. "Não só não tivemos avanço, como estamos vivendo um período de retrocesso", afirmou. Lembrando que os investimentos de outros países em infraestrutura são muito mais expressivos do que os realizados no Brasil, Alves comentou que a economia vive uma contradição: "Os juros estão baixos, as empresas contam com linhas de crédito subsidiados, mas os projetos não deslancham".

Para Celso Ming, as empresas brasileiras ainda não aprenderem a trabalhar com juros baixos, após tantos anos convivendo com inflação e juros elevados. Ele citou a reportagem do Estado no último domingo, segundo a qual um investidor precisa esperar 96 anos para dobrar o valor de compra do patrimônio investido, quando em 1999 eram necessários seis anos, e em 2003, sete anos (segundo estudo do banco Opportunity).

"Vivemos um período ainda de adaptação, onde nem as pessoas físicas se acostumaram ao novo cenário de juros baixos e preços estáveis, e as empresas do comércio também parecem não ter entendido que a situação é diferente", disse Celso Ming.

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